Formação de pais: Pólo Escolar do Burgo promoveu a parentalidade mais consciente
A construção da relação educativa e do amor entre pais e filhos esteve em destaque no Pólo Escolar do Burgo, na palestra “Educar para Amar” realizada, em Abril, pela Associação de Pais, com o apoio da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco de Arouca (CPCJ) e do Agrupamento de Escolas de Arouca. “Ser pai e mãe é dos maiores desafios da nossa vida. Ao amar as crianças, estamos também a prevenir os maus tratos”, contextualizou a representante dos pais, Salomé Assunção, na abertura do encontro.
Num tom bem-disposto e motivador, a profissional convidada, Inês Oliveira, psicóloga clínica e da saúde, orientou os pais para propostas educativas que promovam saudavelmente o desenvolvimento e a relação com os seus filhos. À “parentalidade tradicional” (caracterizada pela autoridade paternal e pela obediência) e à “parentalidade permissiva” (a criança como centro, a quem nada se nega), Inês Oliveira propôs a evolução para uma “parentalidade mais consciente”, conceito que explora aquilo que os pais gostariam de criar com os seus filhos, com enfoque no que designou de “poder da intenção” relacional, comportamental e educativa. Igual valor, respeito pela integridade, autenticidade e responsabilidade social são os quatro pilares da construção de uma parentalidade consciente na relação e cuidado com as crianças, explicou a psicóloga clínica.
Da ilusão da perfeição à parentalidade mais consciente
“Não se trata de formar pais perfeitos nem de criar filhos perfeitos, porque isso não existe, são expetativas que só trazem frustrações”, alertou a especialista, que deixou aos pais algumas pistas para o seu caminho rumo a uma parentalidade mais consciente. E exemplificou com algumas questões simples, mas construturas do futuro familiar, tais como “Que pai/mãe quero ser? Como gostava que o meu filho me descrevesse no futuro? Quais são as minhas intenções enquanto pai/mãe?”. Atrativa foi ainda a referência aos quatro modelos de energia (laranja, vermelha, azul e verde) que podem caracterizar o perfil individual de pais e crianças, um interessante ponto de partida de auto e heteroconhecimento para ajudar à compreensão e à melhoria das relações entre os adultos e as crianças. Um encontro parental bem conseguido e da maior relevância nos contextos familiar e escolar.